É uma pergunta simples, mas poucas famílias param para respondê-la com honestidade: se, amanhã, os filhos precisassem tomar todas as decisões sobre o patrimônio da família sozinhos, eles saberiam o que fazer?
A simulação que revelou a verdade
Fizemos essa pergunta a um cliente durante uma reunião de planejamento. Ele, seguro de si, respondeu que sim, seus filhos “dariam um jeito”. Decidimos simular, em conversa com os próprios filhos, algumas situações práticas — de quem cuidaria da empresa a como acessariam determinados documentos. As respostas revelaram um cenário bem diferente do que o pai imaginava.
Fechando as lacunas antes que importem
Esse tipo de simulação, embora simples, costuma revelar lacunas importantes entre o que os pais acreditam que os filhos sabem e o que, de fato, eles saberiam fazer diante de uma necessidade real. O planejamento patrimonial e sucessório serve exatamente para fechar essas lacunas — documentando processos, definindo responsáveis e preparando os herdeiros com antecedência.
Depois dessa reunião, o cliente decidiu envolver os filhos gradualmente na gestão de parte do patrimônio, para que a transição — quando acontecesse — fosse natural, e não um salto no escuro.
Clareza é o maior cuidado
Preparar os filhos para decidir é, talvez, um dos maiores atos de cuidado que se pode ter com eles. Mais importante do que deixar bens é deixar clareza sobre como cuidar deles.
